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Ações no PPR: crescimento, quedas e porque o tempo é o seu aliado

Como as ações afetam o seu PPR: retorno histórico, quedas de 2008, 2020 e 2022, diversificação global, gestão ativa vs índices e quanto em ações faz sentido.

Em resumo: As ações são a componente que mais faz crescer um PPR a longo prazo e a que mais o faz cair a curto prazo. Com 10 ou mais anos de horizonte, uma exposição elevada a ações globais e diversificadas tem historicamente compensado. Com pouco tempo, pode ser um risco que não consegue recuperar.

Se o seu PPR tem “Dinâmico”, “Agressivo”, “Ações” ou “Equities” no nome, a maior parte do seu dinheiro está em ações. Isto é bom e mau, e convém saber porquê antes da próxima crise.

Porque é que as ações rendem mais

Quem compra ações fica com uma parte dos lucros futuros das empresas: através de dividendos e do crescimento do valor. Como esses lucros são incertos, o mercado exige uma compensação, o chamado prémio de risco. Em séries históricas muito longas, como as compiladas no Global Investment Returns Yearbook, as ações globais renderam em média cerca de 5% por ano acima da inflação, contra bastante menos nas obrigações e quase nada na liquidez.

O preço desse retorno: quedas

  • 2008: as bolsas mundiais caíram cerca de 40% num ano, com a crise financeira.
  • 2020: em março, com a pandemia, as quedas superaram 30% em poucas semanas, recuperadas em meses.
  • 2022: ações e obrigações caíram ao mesmo tempo, com a subida da inflação e das taxas de juro.

Em todos estes casos, quem manteve o investimento acabou por recuperar. Quem vendeu no fundo tornou a perda definitiva. É por isso que o horizonte é tão importante: veja como escolher o perfil pela idade.

O tempo reduz o risco (mas não o elimina)

Num único ano, as ações podem ganhar ou perder muito. Em períodos de 15 ou 20 anos, historicamente, a probabilidade de uma carteira global diversificada terminar com perdas foi muito menor. As entregas mensais ajudam ainda mais: quando o mercado cai, cada entrega compra mais unidades a preço baixo.

Diversificação: não ponha tudo num país ou setor

Um PPR de ações concentrado num tema, num setor ou num país pode brilhar durante uns anos e sofrer muito noutros. Uma carteira global, com milhares de empresas de vários países e setores, reduz o risco de um só acontecimento arruinar a sua poupança. Verifique a distribuição geográfica e setorial na ficha do seu PPR.

Gestão ativa ou índices?

Alguns PPR escolhem ações uma a uma (gestão ativa); outros seguem índices através de ETF (gestão passiva), com custos mais baixos. Um gestor ativo pode acrescentar valor, mas tem de o fazer depois de cobrar comissões mais altas. Compare no comparador o historial a 3 e 5 anos com a comissão cobrada.

Quanto em ações?

Não há um número certo, mas há um princípio: o dinheiro de que vai precisar nos próximos 5 anos não deve estar em ações. O resto pode estar tanto mais em ações quanto maior for o horizonte e a sua tolerância às quedas. Faça o teste de perfil para um ponto de partida.

Perguntas frequentes

Quanto rendem as ações a longo prazo?

Em séries históricas de mais de um século, as ações globais renderam em média cerca de 5% ao ano acima da inflação, com enorme variação entre décadas. Não é uma garantia para o futuro.

É melhor um PPR de ações portuguesas ou globais?

A bolsa portuguesa é pequena e concentrada em poucos setores. Uma carteira global dilui o risco de um país ou de uma empresa.

Gestão ativa ou passiva num PPR?

A gestão ativa tenta bater o mercado e costuma custar mais; a passiva (ETF, índices) replica o mercado com custos baixos. Estudos de longo prazo mostram que a maioria dos fundos ativos não supera o seu índice depois de custos, mas há exceções.

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Inês Correia · Redação Compara PPR
Guias baseados na legislação em vigor e em dados públicos da APFIPP e das entidades gestoras. Informação genérica, não é aconselhamento financeiro ou fiscal. Metodologia.

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